Macrossetor da Indústria da CUT apresenta propostas para retomada da economia e garantia de direitos

22/08/2016 - 06:09

Emprego é prioridade

Em atividade de planejamento das ações para próximo período, realizada no último dia 15, na cidade de São Paulo, os dirigentes sindicais CUTistas organizados no Macrossetor da Indústria, aprovaram um documento que traz uma série de propostas para a retomada do crescimento econômico, com garantia de direitos e geração de renda e empregos de qualidade.  

O Macrossetor da Indústria da CUT é um espaço que reúne os ramos produtivos da alimentação, construção civil e mobiliário, metalurgia, vestuário e químico. O documento aponta que “diante do agravamento da situação econômica e política, bem como dos impactos sociais decorrentes desde 2014, com o fechamento de mais de 1,3 milhões de empregos formais no Macrossetor da Indústria, é urgente a implementação de ações que alterem esse quadro de desemprego generalizado”.

Os dirigentes sindicais não pouparam críticas à atuação do governo Interino de Michel Temer frente aos problemas econômicos que o país vem enfrentando. “As medidas propostas pelo governo Temer ignoram o trabalhador e a sociedade brasileira, ampliando políticas que aumentam o desemprego, jogam no lixo seus direitos trabalhistas e sociais, impõem arrocho salarial e precarizam o trabalho”, conclui o documento.

               

Propostas apresentadas pelo Macrossetor da Indústria

 - Combater a terceirização, que se encontra no Senado como prioridade do Patronal, sabendo que  quando implementada significará mais desemprego, rotatividade, salários mais baixos, mais acidentes de trabalho, menos benefícios sociais, como convênio médico, cesta básica, vale-refeição, etc;

- Defender a previdência social, assegurando a fórmula 85/95 e acabar com o fator previdenciário;

- Retomar rapidamente o investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la, bem como criando ambiente regulatório que garanta segurança jurídica;

- Retomar e ampliar os investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas, em especial na Petrobrás;

- Destravar o setor da construção, por meio de instrumentos institucionais adequados, inclusive acordos de leniência, entre outros, que garantam a penalização dos responsáveis e a segurança jurídica das empresas, com a manutenção dos empregos;

- A defesa por uma política de Estado forte para a indústria, voltada à produção nacional, com estímulos que façam dela o motor para o desenvolvimento social, garantindo emprego e renda no nosso país;

- Defesa do Programa de Renovação da Frota, representando mais qualidade de vida, porque contribui para a redução da poluição;

- Criar condições para o aumento da produção e das exportações da indústria de transformação;

- Priorizar a adoção de políticas de incentivo e sustentabilidade do setor produtivo (agricultura, indústria, comércio e serviços), de adensamento das cadeias produtivas e de reindustrialização do país;

- Ampliar, em condições emergenciais, o financiamento de capital de giro para as empresas, com contrapartidas sociais e ambientais;

- Adotar políticas de fortalecimento do mercado interno para incremento dos níveis de consumo, de emprego, renda e direitos sociais;

- Implementar política econômica com foco na redução da taxa básica de juros incentivando o investimento produtivo;

- Taxar as remessas de lucro das multinacionais, estimulando o reinvestimento produtivo do país;

- Criar a exigência de contrapartidas sociais para desonerações fiscais, empréstimos e licitações públicas;

- Implementar política de controle cambial, com ajuste gradual do câmbio, para patamares favoráveis ao desenvolvimento e fortalecimento da indústria nacional;

- Ofertar mais e melhoras programas de formação profissional com objetivo de proporcionar melhores condições salariais;

- Incentivar a criação de centros de pesquisa e desenvolvimento através das universidades brasileiras, com vistas a aumentar a produtividade e competitividade da produção nacional.